Abraço no ar




















Queria tanto te dar o abraço intenso,
vivo,
desta gravura de Goeldi.
Como vivemos em hiatos,
lanço versos na noite baça
em bar de desídia imensa,
cadeiras de pernas tortas
em simetria com as vidas que sustentam,
a luzinha vermelha de São Jorge
acima do calendário de gostosas
no dia 23 de abril,
o samba em volume máximo
espalhando ausências
sobre dezenas de camicases
chapados,
náufragos imersos em introspecção etílica
entrecortada por acessos de risos incontroláveis,
meu diabetes na estratosfera..
A taça à espera do nome
capaz de unir todas sílabas do teu corpo
cai da minha mão
ainda cheia.

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