sábado, 25 de março de 2017

Laura Riding





















Mais um exercício tradutório sem qualquer pretensão, apenas uma forma de estudar poema em língua alheia.

Incarnations

Do not deny,
Do not deny, thing out of thing.
Do not deny in the new vanity
The old, original dust.

From what grave, what past of flesh and bone
Dreaming, dreaming I lie
Under the fortunate curse,
Bewitched, alive, forgetting the first stuff. . .
Death does not give a moment to remember in.

Lest, like a statue’s too transmuted stone,
I grain by grain recall the original dust
And, looking down a stair of memory, keep saying:
This was never I.


Encarnações

Não negar,
Não negar, coisa gerada de coisa.
Não negar nessa vaidade nova
O velho pó original.

De que sepulcro, de que passado de carne e osso
Sonhando, sonhando me reclino
Sob maldição afortunada,
Enfeitiçada, viva, esquecendo a primeira matéria..
A morte não concede um momento para lembrar


A fim de que, como pedra de estátua muito alterada,
Eu pouco a pouco recorde o pó original
E, olhando do último degrau da memória, repita:
Eu nunca fui isso.

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