sexta-feira, 24 de março de 2017

Delíquio

Joan Niró




















Delíquio

Na esquina
de noite morta
a mulher do fim do mundo
passa.

Pássaro camicase,
perco as asas
e solto as armas
em queda acelerada.

No meio
de rua sem placa
a sombra
da mulher que se afasta
pisa,
esmaga
com salto agulha
meus restos aéreos.

Risos fogem
rumo ao outro lado do escuro.

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