Balas

Trabalho de Celso San'Anna















Balas

A bala rolou ladeira abaixo.
O menino,
de cujas mãos acabara de despencar,
correu para pegá-la.
“É preciso adoçar vida
tão amarga”,
a vó lhe falava.
Não se sabe
de onde partiu
outra bala
exata,
metálica,
capaz de acertá-lo
à altura do peito
entre dedos negros
e nervosos
a abrir o papel colorido
da pequena joia para sempre perdida.

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