Formas de sair

Gérard Castello-Lopes, Lisboa, Portugal, 1957.




















Formas de sair

Antes que a chuva
feche a curva
em esse
entre sombra
e inércia

ou assim que o eco
da hecatombe
desaparecer do corpo
com todos os sentidos
em estado
de insurgência

ausentar-se por algum tempo
das linhas que o  destino
ou o acaso,
com a  mesma desídia
e o mesmo asco,
se empenhou em gravar nas palmas
das mãos;
os pulsos cortados
lavaram em sangue
a fila de falhas incandescentes
a iluminar o outro lado
do deserto das perdas irremissíveis.


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