Dê um rolé
















Dê um rolé

A constituição
ficcionaliza o direto de ir
e vir
a tomar porrada
graças à letra da lei
que reza que
ir é direito
de gente pé-rapada
à cela
ou à cova mais próxima.

Os sem nada
só podem vir
a tentar à sorte
em facção armada,
igreja pentotal,
bundalelê
ou Mega-Sena.

Felizmente
há zona eleitoral
eletrônica
regada a dólares
e caixa dois
para sustentar
pena de morte
e invisibilidade
à periferia.


Os pobres
excedem a medida
de nossa democracia.


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