terça-feira, 24 de janeiro de 2017

A alma no aberto


 



















A alma no aberto

 
O bóson de Higgs
se dobra e desdobra
para me fazer um outro
mas não sou Rimbaud
não sou eu nem esse
nem aquele nem quero
não ser um ser qualquer.
Nada ao lado,
vazio ao centro,
é sempre o mesmo sopro,
o perfil torto,
o incompleto rosto
de um louco
sem amor
sem matéria
sem dentro.

A última partícula
partirá rumo ao esquecimento.

Como no amor,
o que se amplia na física*
é a fissura dos limites.

* entenda-se por física
as turbulências de seus olhos verde-suicida.


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