Noturno

Rony Bellinho



















Lavei a lua ambarina
com licor de solidão,
tantas crateras na pele
gravaram o amor
e seus meteoros
que vejo na matéria escura
do universo
espelho convexo
dos afetos perdidos
no poço noturno da alma
fora de órbita,
do corpo
fora de prumo.

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