sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Noturno

Rony Bellinho



















Lavei a lua ambarina
com licor de solidão,
tantas crateras na pele
gravaram o amor
e seus meteoros
que vejo na matéria escura
do universo
espelho convexo
dos afetos perdidos
no poço noturno da alma
fora de órbita,
do corpo
fora de prumo.

Cica dos oitis

Cica dos oitis      Um contrassamba para Hélio Oiticica O sol cica dos oitis seca redundância um gole de parangolé pin...