Margem de erro

























Tremiam as mãos
na despedida
(a fila do check-in
dava voltas ao redor de desculpas).

Falsas promessas acenavam
da área de embarque
(por trás de óculos ray-ban
alívio e ameaça
de recaída).

Sorrisos mecânicos
desenhavam mútuo desconforto
em rostos extenuados
de recomeços
e voos em parafuso.

Por que os alto-falantes anunciam atrasos
quando queremos guardar intactos nossos erros,
livres do instante em que leve vacilação
nos convida a visitar íntimos abismos?

* Esta é uma versão modificada do poema "Bagagem pesada".




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