Eclipse
























Corpos e palavras
em câmara escura.

Nudez oculta
acaricia o outro lado da lua
de pernas de porcelana,
toda trincada
de queixas e quedas,
trancada
em quarto minguante.

lingerie no assoalho
lança no teto alaranjado
sombras de amor sublunar.

Sobre a cama
finas camadas de mágoa
escavam a camisola
com beijos incandescentes
na zona central da noite
inacabada.

Tua presença,
teu corpo em falso repouso,
abismo,
campo magnético
ignoto,
devasta as linhas do meu rosto
e escreve em fogo
novo caminho para as estrelas.

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