Sete poemas





















I

Incon
sequência
de atos vis
visgo/
violentos
a opu(s)
lência
do poder
a expelir
moral e moedas
pelo ânus

II

Todos
se encontram
na avenida.


eu consigo
me perder
no beco.

III

Democracia

Estação
em ruínas.

Mas os trilhos
vão ao infinito.

IV

Noite.
Nada.
Lâmpada apagada.

V

O inumano abriu-se em flor
dentro do livro das leis.

A vida, banida,
não deve ultrapassar as linhas.

Quem falsifica as medidas?

VI

De volta à estação Finlândia

Um passo à frente,
dois atrás,
duas voltinhas,
três pulos pra São Longuinho,
cinco cambalhotas,
sete tropeços
e caímos de novo
nos velhos buracos
do século XX.

VII

Com um Carl Schmitt
em cada tribunal
a liberdade tornou-se ilegal.

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