quarta-feira, 6 de abril de 2016

Quebrada






















Este poema, a exemplo de "Residual",  saiu na Revista Cult. nº 157, maio/2011, depois foi aproveitado no livro Anarquipélago, publicado pela Ibis Libris em 2013.

Quebrada

Hora da alcateia na praça.
Sigo
o hálito transbordante
da desordem.

Uma lua de cobre
em sua órbita pedestre
poderia.

Inscrito na linhagem
do círculo,
salto possibilidades e geometria.

Invado a zona secreta
da casa de intolerância,
turva escrita de decretos
para burla e tédio.

Encurralado no escuro,
derrubo o rumor de qualquer traçado.

Órbita pessoal possível:
à deriva, ao léu, ilegível,
apenas o imprevisto por caminho. 


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