A fábrica




















A fábrica de horrores
do lado direito da rua
nunca fecha as portas
atrás das quais
- em completo sigilo -
multiplica-se,
como helmintos em intestino infecto,
a fila de maldades.

As novas tecnologias
vestem velhas práticas de extermínio.

Precisa-se de juristas de aluguel
para novos rituais de sacrifício.

Precisa-se de jornalistas de R$ 1,99
para a zumbificação das vítimas.

Precisa-se políticos de plástico
para falsa democracia volátil.

Precisa da violência policial
contra o vento que sopra em direção oposta.

Os donos da fábrica de horrores
sempre nas páginas do "homem do ano".

Sempre há vagas
na fábrica de horrores. 


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